Por que temos a impressão de que somos tão poderosos e que podemos superar tudo facilmente e que nada pode nos abalar? O mais triste, é que nos abalamos, talvez mais ainda por acharmos o contrário. Nessas horas imperdoáveis, nos faz lembrar dos simples detalhes antes não percebidos, os "se"s vêm à cabeça, não concordar vira quase sinônimo de impossibilidade. Não estamos preparados para nos abalar, se nos preparassem-mos seria o mesmo que viver sofrendo. Eita vida cruel essa, que parece não nos dar oportunidade para escolher, que nos tira as coisas na melhor hora e é nessas horas que desabamos, viajamos a longos momentos de reflexão, queremos ficar sozinhos, ou com algum consolo, queremos acordar de um pesadelo. No nosso grande egoísmo vivemos negligenciando as coisas mais importantes da vida, o sorrido no rosto de alguém, o afago carinhoso, o abraço gostoso, o olhar de mau humor, o bom dia sem graça, a cara de que não entendeu nada, os olhos de quem ta com raiva, mas briga porque gosta, enfim, essas coisas se tornam tão grandes nos momentos em que sabemos que não as teremos mais, nós percebemos então, o quanto fomos ruins e que podíamos ter aproveitado mais desses momentos e nos arrependemos, mas não aprendemos. Quanto ainda temos que perder? Qual é o preço da nossa felicidade ou da nossa dor? O que ainda temos que passar? Por que temos que sofrer? Nesse momento demonstro minha imensa revolta com aquilo que não se pode mudar, nada é perfeito e nada é perfeitamente correto, mas ainda podemos fazer algo, aproveitar o bastante antes de perder tudo ou ficar revoltado a vida inteira.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
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