segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estou com saudades do teu olhar...

Um grande ato não te faz uma grande pessoa. Muitas vezes achamos que generosidade e bondade aparente te torna algo especial, mas isso não é verdade, tais atitudes tendem a degradar-se durante o tempo, pois o valor não estar realmente no ato em si, mas no que causa essa atitude. O que faz uma pessoa realmente grande? Como eu posso realmente demonstrar meu valor? A verdade é que não existe nada que demonstre. Nós devemos nos preocupar menos em demonstrar o que somos e nos preocuparmos mais em viver como somos para que sejamos pessoas grandes, e ser grande é difícil, pois devemos ser menos nós mesmo, isso sim é uma barreira, pois somos egoístas pela própria natureza. Mas o que dizer das pessoas que fingem ser alguma coisa por trás de grandes atos de generosidade? Bom, não sei responder isso, mas geralmente elas têm os "amigos" que merecem, e quando morrem, são lembradas nada mais do que pelo que fizeram, talvez escrevam suas memórias póstumas, assim como Brás Cubas, para ironizar a vida, esta como a superficialidade do discurso em seu velório, ou seja, nada que realmente tenha algum valor, pelo menos pra mim. Quando eu morrer, eu quero ser lembrado pelas pequenas coisas, os pequenos atos, pois é isso que me torna único e ser único é que torna cada pessoa especial. Por isso não quero ser lembrados por belas palavras, mas sim, por uma expressão, seja ela de dor, seja ela de fellicidade, de amor ou ódio, pois uma expressão é o que sentimos, e tudo que sentimos, por mais que indecifravel seja, é autêntico. Por isso sofremos tanto, pois existe verdade em nós e por essa verdade fazemos o que for possível para que ela permanceça.

domingo, 23 de novembro de 2008

Maybe Tomorrow


Até onde pretendemos chegar? É interessante observar o quão isolados estão nossos objetivos, ou melhor, quantas coisas temos que deixar para trás para alcança-los. À medida que avançamos, nunca resistimos em olhar pra trás, e ver que as coisas vão ficando cada vez menores e distantes e quando você olha pra frente percebe que está em meio ao deserto, o que fazer? já nem se pode voltar atrás, o que se ver então é um horizonte de incertezas, mas você segue em frente guiado pelo que você acredita que vai encontrar. Newton talvez tenha encontrado não só as leis da física, mas sim, as leis da vida: para toda ação existe uma reação de mesma intensidade na direção oposta. Isso se torna prático quando temos que nos lançar aos desertos que a vida nos trás, de acordo com o que fazemos, nos é exigido algo de mesma intensidade, mas no sentido oposto ao que desejamos. Muitas vezes não conseguimos perder de vista essas coisas que temos que deixar para trás e acabamos ficando ou voltando, mas outras vezes seguimos em frente, mesmo temerosos, sem medo de arriscar e quando tudo da certo você decide abandonar tudo novamente e seguir adiante ou voltar pra casa. Mas qual o momento de ir? e qual o momento de voltar? Eu ainda estou indo ao deserto, consigo ainda ver muitas coisas quando olho para trás, mas sei que uma hora vou perde-las de vista, então pretendo seguir nessa inércia. Talvez um dia eu encontre meu caminho de volta pra casa, mas quero estar longe o bastante.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

The life is a game.

We can't change the cards we're dealt, just how we play the hand. (Randy Pausch)

Certa vez, um cara chamado Randy Pausch chamou minha atenção com essa frase: "A vida é como um jogo de cartas, nós não podemos mudar as cartas que nos são dadas, apenas saber como joga-las da melhor forma". Tudo bem, existem várias pessoas que dão belas definições sobre a vida, mas o que me chamou atenção em relação à Pausch é que ele estava vivendo seus últimos dias de vida, ou seja, nada melhor do que ele para tal definição. E você? ja tem uma definição do que seja a vida? Qual o propósito de nossas vidas? Se você estivesse vivendo seus últimos dias, talvez você se preocuparia em responder. Na verdade somos feitos pra viver, sem se preocupar com o amanhã, vivemos fazendo burradas atrás de burradas sem tá nem ae para as consequências, até o momento em que paramos para refletir sobre as coisas, geralmente essas reflexões nunca ocorrem em momentos bons. A vida de repente nos pede uma postura diante dela, o que fazer? depois que secam as lágrimas você percebe que não adianta, pois devemos tomar um atitude séria e racional e a partir daí começamos a amadurecer e no precaver para futuros possíveis desastres. Quais as cartas que vida lhe deu? não vale troca-las, mas você pode fazer o melhor com o que você tem, mas o que você tem? Você tem pelo que você é ou você é pelo que você tem? Perguntas tão simples e parecidas, mas que são tão diferentes, assim é um bom jogo, não só de palavras, mas de sentido e como todo bom jogo, existe um objetivo maior. Como você está jogando suas cartas? Você está preparado para os blefes dos adversários? Num jogo talvez a diversão não seja nem tanto o jogo em si, mas sim a emoção que o desafio te trás e existem certos momentos em que você vai ter que sacrificar algo, para poder ganhar. Na vida acontece da mesma forma, geralmente nossas escolhas (jogadas) têm um certo preço e muitas vezes simplesmente cruzamos os braços e fazemos bico e exigimos o recomeço do jogo, mas na vida o jogo nunca pára, o juiz do jogo nunca volta atrás, será que adianta cruzar os braços e fazer bico? não dá pra sair do jogo, você tem que jogar, se você passar a vez, uma hora ou outra você vai sofrer uma penalidade por isso. Enfim, a vida é realmente um jogo, já estamos jogando, não podemos sair e nem pedir pra parar, à medida que o jogo anda, nossas cartas mudam, nós temos que vencer esse jogo, façamos então nossa melhor jogada, mesmo que pra isso exijam-se sacrifícios e se um dia nossas jogadas se esgotarem, pelo menos teremos certeza que fizemos o nosso melhor.