Se existe alguma coisa que eu sou viciado é em seriados, assisto vários ao mesmo tempo, toda semana tem sua rotina. Entre os atuais se destacam alguns como Prison Break, Lost, Dexter, The It Crowd, The Big Bang Theory, My Name is Earl, Grey's Anatomy e finalmente Heroes. Pois bem, quero falar um pouco sobre esse último, mais especificamente a 3ª temporada que acabou nessa semana. A 3ª temporada de Heroes começou meio que aguniada, pra quem lembra das primeiras temporadas, em que só viamos efeitos especiais bons a cada 5 espisódios, essa foi um pouco diferente. Os 4 primeiros espisódios foram de tirar o fôlego, viagens no tempo, a terra explodindo entre outras coisas, deixaram-me boquiaberto. A princípio, eu achei que isso era apenas uma jogada dos diretores para nos distrair, Heroes estava meio Lost, assim como boa parte dos seriados atuais. A cada episódio ficamos mais confusos em relação a história, isso é meio chato, mas como eu tenho uma certa mania de só julgar a obra depois de vê-la por completo, continuo assistindo e graças a essa atitude acabo me surpreendendo. Eu realmente não sei pra onde Heroes ta indo, não faço a mínima idéia aonde ele vai parar, mas apesar disso vou assistindo, porque tenho essa curiosidade de saber onde tudo isso termina.Primeiramente vou dar um breve resumo sobre Heroes, pra quem não conhece. Pra quem já assistiu X-Men é quase a mesma coisa em relação aos personagens, mas um pouco diferente, pois se tratam de pessoas normais que de uma hora pra outra descobrem que têm poderes especiais, porém existe uma empresa denominada "The Company" que sabe muita coisa sobre essas pessoas e as perseguem. Assim segue a história de gato e rato, porém de uma forma bem mais elaborada. Mas afinal, o que me traz aqui para escrever? Vou tentar explicar então.
Um coisa que percebi em relação as pessoas é a forma como elas discretizam suas percepções, ou seja, existe o certo ou errado, velho ou novo e o bem ou mal, enfim, tudo parece tão simples, mas acho que na verdade não é, pois tudo se baseia no que apóia nossas percepções. Se uma pessoa diz que alguém tá errado, na verdade ela está julgando não só o ato, mas a relação desse ato, como por exemplo, com o bem estar comum, mas quem pratica o ato talvez julgue certo por seus motivos particulares. Ou seja, na verdade não existe verdade por si só.
Talvez a televisão nos deixe meio que alienados em relação a isso. Quando estou assistindo a algum filme, minha mãe sempre chega pra mim e me pergunta: Quem é o artista meu filho? Ela ficou meio confusa quando eu tava assistindo 11 homens e 1 segredo. Então seguindo adiante, como por exemplo as novelas, que geralmente têm as mesmas histórias, mas com atores diferentes, retrata bem isso, pessoas com sua personalidade bem discretizada: gananciosas, invejosas, traidoras e etc e tal. As mexicanas ainda são piores, pois sempre têm uma vilã maligna que odeia a própria mãe. Assim como nas novelas e filmes, tentamos viver nosso dia a dia, tentando saber que tipo são os personagens. Mas o que isso tem a ver com Heroes? Pois é, Heroes tinha tudo para se manter nos padrões, ainda mais por se tratar de uma estorinha parecida com quadrinhos. Realmente não imaginava nada diferente, mas como eu já disse, podemos nos surpreender, e foi exatamente isso o que aconteceu, Heroes conseguiu quebrar os padrões de uma forma inteligente. Na 1ª temporada surgiu o vilão da estória, um cara chamado Sylar que tinha o poder de absorver o poder dos outros depois de mata-los, porém, no final da 1ª temporada, numa batalha bem versus mal, Sylar, como já era de se esperar, acaba se dando mal. Na 2ª temporada, a série começa a ficar confusa, "The Company" parece não ser tão má assim, pessoas más tem coração também e isso deixa quem tá assistindo meio desnorteado, pois ele precisa de uma definição exata dos personagens, quem é bom e quem é mal. Na 3ª temporada a confusão fica ainda maior, denominada de "Vilões", eu achava que a definição finalmente chegaria ao fim, mas foi engano meu. Começa um guerra de bem contra o mal ou de bem contra o bem, ou mal contra o mal vendo por esse ângulo, mas na verdade, a verdadeira guerra que se criou foi de interesse, esses sim, bem definidos. Como eu havia dito, não faz sentido ter algo como certo se não existe por onde se basear. Apesar das críticas, Heroes está conseguindo fugir do convencional com maestria. Lembra do Sylar?, pois é, hoje é o meu personagem favorito.
No último episódio denominado "Dualidade", onde demonstra a sede de Sylar não só em absorver o poder dos outros, mas também a sede pela verdade, pela busca da razão e melhor ainda, a sede em busca de si mesmo, foi excepcional, valeu a pena esperar.
E quero finalizar, da mesma forma como terminou o episódio "Dualidade", nas perfeitas frases que resumem bem a série:
Há o bem,
e há o mal.
Certo e errado.
Heróis e vilões.
E se formos abençoados
com bom senso,
então há vislumbres entre as fendas
nas quais os feixes de luz atravessam.
Esperamos em silêncio
por essas horas.
Quando a razão prevalece...
Quando a existência insignificante
entra em foco.
E nosso propósito se apresenta.
E se tivermos a força
para sermos honestos,
então o que encontraremos nos encarando
é o nosso próprio reflexo,
colhendo o testemunho
da dualidade da vida.
Que cada um de nós,
é capaz de estar na escuridão e luz.
Do bem e do mal.
Ou ambos... De todos.
E o destino, enquanto
marcha em nossa direção,
pode ser redirecionado
pelas escolhas que tomamos.
Pelo amor que guardamos
e promessas que mantemos.
e há o mal.
Certo e errado.
Heróis e vilões.
E se formos abençoados
com bom senso,
então há vislumbres entre as fendas
nas quais os feixes de luz atravessam.
Esperamos em silêncio
por essas horas.
Quando a razão prevalece...
Quando a existência insignificante
entra em foco.
E nosso propósito se apresenta.
E se tivermos a força
para sermos honestos,
então o que encontraremos nos encarando
é o nosso próprio reflexo,
colhendo o testemunho
da dualidade da vida.
Que cada um de nós,
é capaz de estar na escuridão e luz.
Do bem e do mal.
Ou ambos... De todos.
E o destino, enquanto
marcha em nossa direção,
pode ser redirecionado
pelas escolhas que tomamos.
Pelo amor que guardamos
e promessas que mantemos.

2 comentários:
Prezo por histórias que trazem um final alternativo conseguido “fugir do convencional”. Para mim estas se aproximam mais da realidade, pois na vida nem sempre tudo termina bem. Pessoas boas podem se dar mal, bem como podem se dar bem, idem às pessoas más.
Mas o que mais me chamou a atenção foi quando você disse: “Não faz sentido ter algo como certo se não existe por onde se basear”. Lembrei de algo semelhante que me foi dito certa vez por uma senhora que encontrei ao entrar num ônibus quando voltava para casa. Naquele dia eu trazia comigo uma revista que tinha como reportagem de capa a seguinte frase “Darwin, o homem que matou Deus” (conhece né). Imediatamente aquela senhora condenou a afirmação, que fazia referência à teoria da evolução, mas de uma forma bastante inteligente e educada. A senhora, que se tratava de uma evangélica, e isso eu percebi logo, me surpreendeu quando após ter feito duras críticas sobre o assunto, ao final de nossa conversa disse que eu deveria ler a revista, e completou com a seguinte frase: “ Devemos ter conhecimento do bem e do mal, aí sim poderemos separar o certo do errado ”.
Acho que as duas frases, a sua e a dela, têm muito a ver, pois as duas colocam o conhecimento como instrumento importante no discernimento. Talvez seja isso, é preciso primeiro conhecer para depois chegar às certezas (meio óbvio).
Luciano Alves
é loucura...mas somos duas caras...temos um pouco do interesse...mas isso vem desde q existimos...somos acima da nossa racionalidade...o instinto...somos homens das cavernas q lutam pela sobrevivência...e essa coisa de buscar o melhor p/ nós mesmo não é aceito pela racionalidade...sociedade..e isso é mal..mesmo em busca do melhor p/ si...não sei se compreende..se estou sendo clara..essa visão do bem e do mal ...é realmente o q acontece dentro de nós...uma pessoa em um momento pode ser uma boa pessoa com suas boas atitudes, mas tudo muda de lado qd vemos essa mesma pessoa fazendo algo q nos prejudique, mas q seja algo bom p/ ela..e isso p/ gente q perdeu aquilo no momento é mal...somos caçados do nosso egoísmo...
viagem ...mas pode sr q vc entenda...rsrs...bjo
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