quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Canaã

Normalmente, nossas expectativas quanto ao que Deus deve fazer por nós é maior do que o que realmente deve ser. Como um mero pecador, com nossa natureza caída, acabamos tentando tomar o lugar de Deus sem perceber que, na verdade, estamos o ofendendo, como se dissessemos que Deus não tem competência suficiente para agir em nossas vidas.

Eu aprendi na Bíblia que devemos acreditar na promessa sem tentar adivinhar como Deus irá agir para que isso aconteça. Em Êxodos, temos um povo escravizado, e que recebe uma promessa, uma terra que mana leite e mel. Para quem está escravizado, prometer qualquer lugar que não exista escravidão já seria uma ótima promessa, mas a promessa de Deus é perfeita, como recusar? 

Pois bem, acontece que, após enviar 10 pragas, Moíses consegue finalmente retirar o povo da escravidão, no entanto, agora o mesmo está no deserto com um longo caminho tranquilo e calmo pela frente... só que não, na verdade, o que se tem a frente é o mar e atrás, o exército de faraó. 

Podemos então pensar que Deus se arrependeu da sua promessa, que é o que normalmente fazemos ao menor sinal de adversidade, ainda mais quando essa adversidade envolve sua vida. Esquecemos de focar na promessa e focamos nas circunstâncias. É natural isso, ainda mais com um mundo cada vez mais imediatista.

No entanto, Deus abriu o mar e o povo pode passar e não somente isso, pode testemunhar o quão poderosa é a vontade de Deus. E mesmo assim, ainda colocaram Deus a prova posteriormente várias e várias vezes.

Após 40 anos no deserto, finalmente o povo chega a terra prometida, agora sim, é só vitória!!! Só que não... Tava cheio de gente lá, logo, para ganhar, primeiro teria que consquistar? Isso deve abalar a fé de qualquer um. Sobreviver ao deserto para morrer no campo de batalha, mais uma vez esquecemos da promessa e focamos nas adversidades.

Essa história serve para demostrar que não podemos advinhar quais os caminhos de Deus, mas podemos confiar cegamente em seus própositos. E todos os caminhos guiados por Deus, tem sua razão.

Jesus Cristo ao se entregar na cruz, nos livrou do Egito, da escravidão do pecado. Mas nos jogou no deserto, para que trilhemos os seus caminhos até a nossa Canaã. Até lá, vamos lutar como Davi, sem perder a fé na sua promessa.